Discurso de Tomada de Posse do Presidente da Assembleia Geral para o mandato 2020-2023

   

1. Nesta sessão de Tomada de Posse dos novos membros dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, na qualidade de Presidente eleito de novo da Mesa da Assembleia Geral da Instituição, quero começar por agradecer a presença dos nossos convidados, dirigindo um cumprimento a todos e em especial ao nosso antigo Provedor Dr. Diamantino Miguéis, que nos quis honrar com a sua presença.

Quero também saudar todas as Irmãs e Irmãos da nossa Instituição – saudar-vos com estima – e cumprimentar todos os funcionários e colaboradores da nossa Santa Casa.

 2. Compreenderão que constitui para mim motivo de orgulho voltar a presidir à Assembleia Geral desta Instituição, com cerca de 450 anos de história.

Quero assegurar-vos que exercerei com lealdade e espírito de serviço as funções para que fui de novo eleito.

 3. O mandato que ora tem início segue-se a um período que tem de ser tido como positivo, pela qualidade da obra feita.

Acresce que vivemos um tempo em que os poderes públicos nem sempre apoiam cabalmente os projetos da ‘Economia Social’.

O Senhor Provedor já nos deixou aqui hoje um ‘retrato’ dos tempos que atravessamos, em particular quanto ao alcance dos acordos de cooperação!

De salientar o processo que conduziu à aprovação e homologação por quem de direito, do novo Compromisso da n/Instituição.

Ao Provedor Rui Rato quero aqui deixar uma palavra de muito apreço e gratidão pelo empenhamento e determinação demonstrados, sentimento que estendo aos demais membros dos órgãos da SCM.

Com a Mesa Administrativa que hoje tomou posse e a quem exprimimos votos sinceros de um bom mandato, prosseguirão seguramente os projectos que ora nos mobilizam e todo o trabalho e acção social.

Permitam-me que aqui deixe também (ao Provedor Rui Rato, aos demais membros, aliás reeleitos, da Mesa e também aos membros do Conselho Fiscal) uma palavra de estímulo e de disponibilidade – voluntariado implica disponibilidade! – para cooperar nas tarefas em que, nos termos do Compromisso, seja solicitada a nossa co- responsabilidade.

 4. Sobre a Instituição Misericórdias diremos que, no essencial, atravessam a História de Portugal, constituindo programas de acção com estatuto evangélico.

São, no fundo, instituições autónomas de cidadãos que se mobilizam para o voluntariado de fraternidade à luz do espírito cristão.

Dos lares de idosos aos centros de dia, da assistência social aos cuidados continuados e ao apoio domiciliário, actualmente as Misericórdias desempenham um papel insuprível em matéria assistencial e de serviço às populações, tendo em atenção a profunda crise social e económica que Portugal atravessa. O que teria sido do Estado Social em Portugal nos últimos anos se as Misericórdias não tivessem estado na linha da frente e da proximidade!

No nosso caso, à semelhança de cerca de quatrocentas outras Santas Casas existentes no nosso País, a nossa Irmandade assume – com o concurso insuprível dos seus funcionários - um vasto número de serviços e valências, dando resposta na prática aos grandes problemas de protecção e solidariedade social que decorrem do tempo actual e do apelo da dignidade da Pessoa humana.

Do que se trata é de mais de 500 anos de Obra Social, de um percurso ou acção multissecular que, como já tenho afirmado, converteu as Misericórdias em instituições constituintes da realidade social portuguesa.

 5. Renovando o nosso apreço pelo voto e confiança manifestado pelos Irmãos, desejo sinceramente ao novo Provedor e aos demais membros dos órgãos sociais as maiores felicidades no exercício dos seus mandatos, a benefício da Instituição e suas causas.

Uma palavra também para as Sras. e Srs. Funcionários  e colaboradores da Santa Casa da Misericórdia, para sublinhar o seu trabalho e empenhamento, essenciais para o êxito das nossas competências e tarefas do quotidiano. Muito obrigado.

Finalmente, agradeço a presença de todos, em particular dos nossos convidados, que se dignaram estar presentes nesta sessão.

 Um Ano de 2020 com Esperança, discernida e confiante, para todos!

 

C.,21 de Janeiro de 2020.

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