Discurso do Presidente da Assembleia Geral

 

 

(1) Nesta sessão de Tomada de Posse dos novos membros dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, na qualidade de  Presidente (re)eleito da  Mesa da  Assembleia  Geral da  Instituição,  quero  começar  por  agradecer  a  presença  dos nossos convidados.

Quero também saudar todas as Irmãs e Irmãos da nossa Instituição – saudar-vos com estima – e cumprimentar todos os funcionários da nossa Santa Casa.

 (2) Compreenderão que constitui motivo de orgulho para mim voltar a presidir à Assembleia Geral desta Instituição, com 440 anos de história.

Quero assegurar-vos que exercerei com lealdade e espírito de serviço as funções para que fui (re)eleito.

 (3) O mandato que ora tem início segue-se a um período que tem de ser relevado como muito positivo, pela qualidade da obra feita. De salientar o processo que precedeu a elaboração, aprovação e homologação por quem de direito, do novo Compromisso da n/Instituição.

Ao Provedor Rui Rato quero aqui deixar uma palavra de muito apreço e gratidão pelo empenhamento e determinação demonstrados, sentimento que estendo aos demais membros dos órgãos da SCM.

Com a Mesa Administrativa que hoje toma posse e a quem exprimimos votos sinceros de um bom mandato, prosseguirão seguramente os projectos que ora nos mobilizam e todo o trabalho e acção social.

Permitam-me que aqui deixe também (ao Provedor Rui Rato, aos demais membros, aliás reeleitos, da Mesa e também aos membros do Conselho Fiscal) uma palavra de estímulo e de disponibilidade – voluntariado implica disponibilidade! – para cooperar nas tarefas em que, nos termos do Compromisso, seja solicitada a nossa co- responsabilidade.

 (4) Sobre a Instituição Misericórdias diremos que, no essencial, atravessam a História de Portugal, constituindo programas de acção com estatuto evangélico.

São, no fundo, instituições autónomas de cidadãos que se mobilizam para o voluntariado de fraternidade à luz do espírito cristão.

Dos lares de idosos aos centros de dia, da assistência social ao apoio domiciliário, actualmente as Misericórdias desempenham um papel insuprível em matéria assistencial e de serviço às populações, tendo em atenção a profunda crise social e económica que Portugal atravessa (o que teria sido o Estado Social em Portugal nos últimos quatro anos se as Misericórdias não tivessem estado na linha da frente?!?)

 No nosso caso – à semelhança de cerca de 400 outras Santas Casas existentes no nosso País – a nossa Irmandade assume – com o concurso insuprível dos seus funcionários - um vasto número de serviços e valências, dando resposta na prática aos grandes problemas de protecção e solidariedade social que decorrem do tempo actual e do apelo da dignidade da Pessoa humana.

Do que se trata é de mais de 500 anos de Obra Social, de um percurso ou acção multissecular que converteu as Misericórdias em instituições constituintes da realidade social portuguesa.

(5) Renovando o nosso apreço pelo voto e confiança manifestado pelos Irmãos, desejo sinceramente ao novo Provedor e aos demais membros dos órgãos sociais as maiores felicidades no exercício dos seus mandatos, a benefício da Instituição e suas causas.

Uma palavra também para as Sras. e Srs. Funcionários da SCM, para sublinhar o seu trabalho e empenhamento, essenciais para o êxito das nossas competências e tarefas do dia a dia. Muito obrigado.

Finalmente, agradeço de novo a presença de todos e em particular dos nossos convidados, que se dignaram estar presentes nesta sessão.

Um Ano de 2016 com Esperança, discernida e confiante, para todos!

Cantanhede, 13 de janeiro de 2016.

 

   
       

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